Apresentamos a equipe que faz parte da nossa Louca Viagem – Com vocês: Leo Garbin!

Salve, galera!

Hoje a gente vai apresentar O CARA! Ele é o criador do Boneco Fumaça e de todo o projeto gráfico do nosso disco “Louca Viagem”. Mais um integrante da família Imperial e um amigo muito especial: Leo Garbin!
 

Como pintou a aproximação com a Trem Imperial?

Leo Garbin: Conhecia o Andrei e o Filipe de outros carnavais. Não só pessoalmente, mas também de trabalhos e projetos que eles desenvolveram antes da Trem. Já estava ligado na banda e havia visto alguns shows do trio. Um belo dia, o Filipe me ligou para bater um papo sobre eu fazer o projeto gráfico do disco. Topei na hora! Me senti honrado e fiquei feliz pelo convite.
 

Como foi o processo de criação do encarte e da capa do disco LOUCA VIAGEM? Qual foi tua inspiração para esse trabalho?

Leo: Sempre começo ouvindo atenta e incansavelmente um disco em busca de pistas e ideias que possam se tornar imagens. O processo de criação do disco Louca Viagem foi bem mais que simplesmente traduzir sons em imagens para o álbum debut destes jovens. Trabalhamos, em primeiro lugar, no conceito para nome do disco que, quando chegou a mim, se chamava Abra seus olhos e veja. Nessas primeiras sessões de audição, uma das faixas me chamou muito a atenção: Louca Viagem, e essa foi a principal fonte de inspiração. A partir dela e do nome da banda vieram as ideias do maquinista (mascote do álbum) que nos embarca nesse trem, nessa jornada, na louca viagem. Nesse ponto surgiram os primeiros esboços e, a partir do modo teatral como a banda se apresenta, me ocorreu que talvez devesse fugir de soluções gráficas e buscar uma nova linguagem para a criação das artes do disco. Eis que me ocorreu a linguagem do teatro de bonecos, marionetes, títeres, cenários, luz. Foi quando decidimos juntos que trabalhar com objetos reais e fotografia poderia ser um caminho inusitado (especialmente para mim que geralmente sou requisitado para desenhar).

 

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Como acontece todo o processo de desenvolvimento até chegar ao resultado final?

Leo: Sempre é complicado. E não significa que o trabalho não possa fluir de maneira leve, pois fluiu. A banda também tem olhar e sensibilidade aguçadas e isso enriquece muito o processo. Além disso, em quase todo o percurso houve liberdade para se trabalhar e falar. É claro que tivemos discussões, se acaloradas já nem lembro mais, mas estas fazem parte do processo. No entanto, não poderia ter sido diferente à medida que mais pessoas integraram a força tarefa: o artista e bonequeiro Charles Kray, que concebeu o maquinista a partir dos meus desenhos e o fotógrafo Marco Escada, que fez os cliques. Também teve a participação dos amigos do Ateliê O Bestiário, a terceira e definitiva locação de onde saíram as fotos do encarte. Notem, eu disse terceira locação. Antes disso havíamos feito cliques em um museu de marionetes, também fizemos fotos externas em parques da cidade e, por fim, chegamos n’O Bestiário. Isso mostra o quão “chatos” somos todos nós e como também embarcamos nessa louca viagem para produzir esta capa/encarte/postais/adesivo.

Outros pontos são relevantes nessa criação. Voltando à questão da riqueza das músicas, elas apontam imagens o tempo todo; amplificam a potência criativa. A ideia de utilizar a imagem da banda refletida na espelho/obra de arte intitulada Maldita Reflexão, da artista Paola Zordan, também imerge a partir de letras como Cansou de Rodar e Circo Ilusão, por exemplo. O reflexo, a ilusão, os olhos vendados, a luz, o filme; são encontros e devires possíveis destas forças que se complementam. O sistema de dobras que lembram cartões postais, o picote que sugere um destacamento das peças, o adesivo, o código de barras que está descolado do projeto e não interfere na arte, etc. Tudo pensado em detalhes. Ainda, gostaria de pontuar que o trabalho gráfico foi totalmente produzido em Porto Alegre, diferente da maioria dos encartes que são produzidos no Amazonas. Assim poderíamos fazer dezenas de provas de impressão, testais papéis e acabamentos, ajustar à exaustão os tons das fotos até chegarmos no resultado final.

 

O que você achou do resultado final? Foi como você imaginou?

Leo: Até o dia do lançamento do disco estava apreensivo com a reação do público. Sentia sim, a sensação do dever cumprido mas, confesso que foi um dos maiores desafios da minha carreira como artista gráfico. Acredito que conseguimos fazer um trabalho completamente fora do comum em vários sentidos. Tão diferente que ficava me perguntando diversas vezes se não tínhamos ido longe demais. Se fomos ou não, ainda não sei e já não interessa. O que importa é que embarcamos pra valer nessa rica, louca e coletiva viagem. Quantas e boas lembranças tenho quando ouço e olho para esse disco! Gracias pela bonita parceria, Trem Imperial e MS2 discos!

 

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